Empresário paulista constrói 1ª casa sustentável do Brasil

Empresário paulista constrói 1ª casa sustentável do Brasil

Para usar menos recursos naturais, várias tecnologias foram aplicadas em uma residência na região metropolitana de Campinas. A primeira casa com certificação Leed For Homes no País foi planejada e construída por motivações que vão muito além de diminuição de custos, investimentos ou crises hídricas e energéticas. Finalizada há pouco mais de quatro meses, a obra foi pensada e estruturada para garantir a manutenção dos recursos naturais e dar exemplo. A certificação atribuída à residência do engenheiro Roberto Manini é diferenciada, porque visa não só o bem da sociedade e do meio ambiente, mas a consolidação do desejo do proprietário, que queria fazer diferença quanto ao mundo que deixará para sua neta. Desta forma, o objetivo da obra em si não era a certificação, mas como os desejos do proprietário coincidiram com os requisitos para a certificação, o selo se tornou possibilidade e um desejo para ele. Entre as principais tecnologias utilizadas na casa estão o reaproveitamento de água da chuva, a reutilização de água cinza (em descarga, rega de jardim etc.), eletrodomésticos com tecnologia inverter (que economizam até 40{4febbed33fe03cd2dd1cecd9125a954ee4ab5d16ce1234181019f26218168b6d} de energia elétrica), luminárias com lâmpadas do tipo LED, pisos e revestimentos produzidos de maneira sustentável e com material reciclado, além de sistema de aquecimento solar para as água do banho e sistema de placas fotovoltaicas para produção de energia, desenvolvido e instalado pela Neosolar Energia. A residência tem capacidade para gerar 250 kWhde energia por mês. Ainda sobre a energia, Manini comenta que, mesmo que a casa não fosse certificada, a produção por meio de fonte solar era uma de suas prioridades desde a concepção do projeto. Agora...
Biomassa florestal e energias renováveis na Amazônia

Biomassa florestal e energias renováveis na Amazônia

Investimentos em energias limpas devem ser duplicados até 2020 De acordo com relatórios publicados pela International Energy Agency (IEA, 2012) os combustíveis fósseis mantêm-se predominantes e a sua procura continua a crescer, obrigando à existência de infraestruturas com elevado teor de carbono, entretanto os investimentos em energias limpas devem ser duplicados até 2020. O desenvolvimento econômico acelerado do Brasil na última década teve como consequência o aumento no consumo energético. Em 2012 o setor de energia elétrica passou por um momento delicado, quando apesar do aumento de 1.835 MW na potência instalada do parque hidrelétrico, a oferta de energia hidráulica reduziu-se em 1,9{4febbed33fe03cd2dd1cecd9125a954ee4ab5d16ce1234181019f26218168b6d} devido às condições hidrológicas observadas especialmente na segunda metade do ano. A menor oferta hídrica explica o recuo da participação de renováveis na matriz energética brasileira, de 88,9 {4febbed33fe03cd2dd1cecd9125a954ee4ab5d16ce1234181019f26218168b6d} em 2011 para 84,5 {4febbed33fe03cd2dd1cecd9125a954ee4ab5d16ce1234181019f26218168b6d} em 2012 (OECD, 2013; BEN, 2013) embora a participação de fontes de energia renováveis mantém-se entre as mais elevadas do mundo, com pequena redução devido à menor oferta de energia hidráulica e de etanol (42,4 {4febbed33fe03cd2dd1cecd9125a954ee4ab5d16ce1234181019f26218168b6d}). Em 2012, a biomassa lignocelulósica (cana de açúcar, lenha e carvão vegetal) representou 24 {4febbed33fe03cd2dd1cecd9125a954ee4ab5d16ce1234181019f26218168b6d} da matriz energética brasileira. Foram gerados em 2012 um total de 592,8 TWh de energia, sendo 6,8 {4febbed33fe03cd2dd1cecd9125a954ee4ab5d16ce1234181019f26218168b6d} Com as pressões ambientalistas a cerca da emissão de gases de efeito estufa e a crescente necessidade de reduzir o uso de combustíveis fósseis bem como a dependência dos países exportadores de petróleo, atualmente, a maioria dos países, desenvolvidos ou não, está promovendo ações para que as energias alternativas renováveis tenham participação significativa em suas matrizes energéticas. Na região norte do país, dentre...
Empresa Votorantim investirá em energia eólica no Piauí

Empresa Votorantim investirá em energia eólica no Piauí

A empresa Votorantim, que atua em diferentes segmentos de negócios como produção de cimentos, metais e mineração, siderurgia, celulose, suco de laranja e auto-geração de energia, deve se instalar em breve no Piauí. Representantes da empresa participaram de audiências públicas com o objetivo de esclarecer dúvidas e questionamentos da população dos municípios de Curral Novo, Betânia do Piauí e Paulistana, onde a empresa pretende realizar investimentos na área de energia eólica. De acordo com o secretario estadual da Mineração e Energias, Luís Coelho, depois dessa primeira fase de audiências públicas, os representantes da Votorantim vão participar da instalação do canteiro de obras para dar início aos trabalhos da empresa no estado. “Todas as três audiências foram conduzidas e muito bem movimentadas. A população participou, questionou e tirou dúvidas. Sempre tem esses questionamentos sobre funcionalidade dos aparelhos, como também o arrendamento das terras. Tudo isso foi esclarecido”, diz o secretário. Luís Coelho destacou que o Estado está fazendo a parte que lhe cabe, dando todas as condições possíveis para que a empresa se instale no Piauí. “O Estado faz a sua parte na questão de estradas, viabilizando os acessos e transporte; realizando  o preparo da mão de obra qualificada, enfim, o Governo está se propondo  a ajudar com o Sebrae, Senai, Sesi e Pronatec. A gestão estadual está inserida nesse processo como um todo, e o que a gente quer é que funcione”, acrescenta o secretário. O gestor explica ainda que já está aprovado que todo projeto dessa natureza disponibilize 30{4febbed33fe03cd2dd1cecd9125a954ee4ab5d16ce1234181019f26218168b6d} a 35 {4febbed33fe03cd2dd1cecd9125a954ee4ab5d16ce1234181019f26218168b6d} dos recursos para o Estado, e que mesmo que o Imposto Sobre Serviços (ISS) seja cobrado,...